Ivo Zanini. Novas gravuras, velhos temas: Luiz Hermano. Publicado no jornal Folha de S.Paulo, em 12/12/1982, por ocasião da exposição no Museu de Arte Contemporânea da USP – 1982

A grande referência da semana é o início de mais uma Bienal de São Paulo, no parque Ibirapuera. Lá es­tarão mais de três mil obras de ar­tistas brasileiros e principalmente do Exterior. A inauguração será na sexta-feira, prevendo-se algumas “performances” durante a abertu­ra.

De qualquer forma, além da mani­festação internacional, estão pro­gramadas diversas individuais e co­letivas. Amanhã teremos esculturas de bom nível, de José Guerra, na Skultura. As demais mostras de amanhã são de pinturas de Luis D’horta (na Bonfiglioli), Mino Carta (Seta) e Jenner Augusto (A Gale­ria); colagens de Tide Hellmeister (na galeria do Sesc); “out-door” de Hudnilson Júnior (junto à Igreja da Consolação); e uma individual de aquarelas de Luís Eduardo Marx (Manduri). Em todas essas mostras predominam a figura humana e as paisagens, com diferentes enfoques e cores.

Na quarta-feira a ênfase será para as novas esculturas em aço de Dolly Moreno, na Arte Aplicada. Essa artista expôs nos últimos tempos nos EUA e Europa e aqui não apresenta‑

va sua obra há três anos. No mesmo dia, haverá mostra conjunta dos pintores uruguaios Felix Bernasconi e Ricardo Stewart (ambos figurati­vos), na galeria Bafisud.

Para a quinta-feira estarão as gra­vuras em metal de Luís Hermano, no Museu de Arte de São Paulo; os óleos e gravuras de Sérgio Finger­man na Paulo Prado e uma coletiva, de pintores e gravadores novos na Galeria Itália.

A sexta-feira fica reservada para a 168. Bienal, ora em fase acelerada de montagem.

Algumas opções, para quem ainda não viu as recentes mostras inaugu­radas, são as de desenhos e gravu­ras de Darei (na Ars Artis), as seri­grafias de Milton Dacosta (na Mau­ra, ex-Ipanema), os bronzes de Aparicio (Múltipla), os óleos de Hen­rique Amaral (Grifo) ou as 35 telas de Bonadei (na Uirapuru). Enquan­to isso, continuam abertas as retros­pectivas de Milton Dacosta (165 pin­turas, no Museu de Arte Moderna) e de Correa de Araújo (que conviveu com Picasso, Matisse e Portinari), no Museu de Arte de São Paulo, além da coletiva de obras de moder­nos artistas de Portugal, no Museu de Arte Contemporânea, no Ibirapuera.