Bené Fonteles. Figuras nu pedaço. Publicado no folder da exposição na Galeria de Arte Credimus, Fortaleza, CE – 1978 -

Da busca, da revelação cie malucos personagens despidos de suas habituais forças e somente feios como são, sem maquilagens, em gestuais/rituais conhecidos somente por Hermano, que na sua pintura de guache sobre pa­pelão consegue efeitos visuais que nos prende facilmente o olhar e nos questiona uma esquisita realidade.

O importante destas pinturas é a indentidade que o artista descobriu e começa a explorar ainda em uma forma bruta como são as figuras bestificadas, sombra de apocalipse, sonhos doidos de uma cabeça imaginosa.

Hermano com sua obra que ainda se inicia, experimentando materiais pobre como o bruto papelão e o guache escolar nos deicha em frente a um desafio grande muito maior, de sua responsabilidade de transformar com o tem po sua arte aqui experimentalmente testando nossos olhos em efeitos juntos de sua imaginação: ” o momento ele traço virou figura caricaturas desprendidas de satirico, situação publica social Fantastica”.

Portanto comentário de Hermano nos mostra intenso e de uma certa lucidez mixada loucura que li ­bera com maior facilidades as mãos para um exercício lucido onde os gestos são o que interessam, criar, e deicha que o fruto amadureça ao vento ao sabor do tempo.

Assim sua história que começa ocupando o espaço com crueza, sortidez dos personagens que nos rodei­am o natural habitat passarem a vivenciar maior tratamento/artesenal dentro de sua proposta de: ” vivenciar e denu­ciar o entorpecimento pela rotina”.

Notamos porém do desenho de Hermano um exercicio de maior equilibrio, curtindo com maior agilida­de, labirintos do viver de mil figuras tão estranhas como as que entorpecem sua pintura, mas que deixam ao especta­dor o gosto de decifrar de descobrir no amaranhado de traços personagens de um desenho limpo, vivido e cheio de far­ta sutilezas.

Enquanto de sua pintura ele fala de: “a cor uma brincadeira arbitraria, jogo alternado de intuição” ao seu desenho cabe a intuição de suas proprias palavras: “equilibrio, acontecimento, magia, arte”.

Acredito no trabalho de Hermano e sua vontade danada de transforma-lo, de buscar nas, raizes da cabeça povoada de sonhos tão jovens como ele, de sonhos que também pesam sobre a responsável cabeça dos que conten­porariamente vivem num planeta conturbado, quando derrepente a arte é uma caricatura destes processos, destes fan­tasmas soltos na rua atormendo as boas e sensiveis almas que acreditam na arte. O trabalho deste artista é um refle­xo do tempo, da busca, da linguagem redimida a um, nem que seja somente um instante de pureza. O importante aci­ma de tudo num trabalho é a experimentação, e a coragem de mostrar a liberdade criativa mesmo cheias de arestas , transformar tudo num espetaculo de arte e seguir frente ouvindo a Deus e o mundo, até que a consciência chegue a verdade parecida com a de Leonardo: — Arte é uma magia da mente.

Hermano sabe disso, sabe o caminho e só isto já é muito vasto.