Bené Fonteles. De criança, para crianças. Publicado no folder da exposição no Museu de Arte e de Cultura Popular, Fundação Cultural do Mato Grosso, Cuiabá – 1984

os dois são leoninos, do mesmo dia 7 de agosto

se amam e se admiram

existe então apenas a diferença de tempo

ele 29 ela 11 anos

tempo que é menos importante quando a arte une tudo na mesma

fôrma para comunicar e dar sentido a vida.

o mundo na visão livre da criança é desorganizadamente puro no do adulto a ordenação dentro de conceitos de uma visualização que no caso de hermano chega bem perto da magia infantil por que ele soube preservar os gestos da pureza original.

os trabalhos de renata feitos dos 4 aos 8 anos são exemplos cheios de força do quanto uma criança deixada livre para se expressar, pode estrapolar o mundo da simples representação de seu meio ambiente e passar a criar um universo paralelo, até cósmico de pura fantasia extraída principalmente do sentido das cores que intuitivamente se equilibram de forma ousada, se situando até como bom exemplo dentro da linguagem mais nova dos ditos pintores da chamada «geração 80».

já hermano deixa fluir através de desenhos à nanquim aquarelados, o universo da sua fantasia organizada, em fantásticas lendas que ele cria principalmente das recordações infantis vividas

na «preaoca», lugar onde nasceu.

sua comunicação com as crianças é imediata, por que se as coloca dentro do espaço mítico e mágico da imaginação infantil.

são dois mundos distintos pelas formas, mas que se encontram e se equilibram no espaço da liberdade de existir por um sonho igual e universal de fazer arte.