2015 – Volta ao Mundo/O Apanhador de Grãos. Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, Belo Horizonte, MG

Exposição Volta ao mundo - O Apanhador de grãos - Funarte - BH - 2015
Exposição Volta ao mundo - O Apanhador de grãos - Funarte - BH - 2015

Ricardo Resende. Volta ao Mundo. Publicado no catálogo da exposição na Funarte. Belo Horizonte, MG – 2015

Uma homenagem ao artista e crítico de arte, dentista nas horas vagas, Estrigas (Fortaleza, Ceará, 1919- 2014), que escreveu o primeiro e mais belo texto sobre Luiz Hermano que, ainda menino, saía do Ceará para o mundo, em 1977.
“Assim temos Hermano se apresentando, pela primeira vez, com os trabalhos que lhe garantem um bom início de carreira e que são frutos também de sua primeira visão de um pedaço de mundo tão igual e tão diverso na sua feição material e humana.
É sempre bom o aparecimento de jovens artistas que proporcionam a renovação e a continuidade do produto de arte e, Hermano, com sua sensibilidade e inteligência, por certo, continuará desenvolvendo seu processo artístico que começa sua marcha, pede licença e se apresenta nesta mostra de um valor significativo”.1
O fazer do artista está incorporado no ser. Não é diferente com Luiz Hermano, que transpira sua própria obra. Generoso, diz ter a preocupação em fazer uma arte brasileira, bonita, poética. “Quero tentar mostrar uma beleza simples".2 O artista borda com arame, com fio de cobre, com pedras coloridas, capacitores, resistores, batedores, e uma infinidade de coisas e materiais – o apanhador de grãos.
Ainda sobre o seu trabalho, Luiz Hermano diz que “as pessoas falam muito de artesanato por ser cearense. Mas, para mim, estou desenhando mesmo. Essa trama vem da linha, que é uma característica muito forte do meu trabalho. Meu trabalho vem do desenho, que conta uma história por meio da linha. Essa linha apenas ganhou uma terceira dimensão".3
“Era um trabalho essencialmente gestual sem nada a ver com a representação da realidade. Depois passei por uma fase dominada por figuras sarcásticas, quase caricaturas, típicas de quem não sabia ainda desenhar. Os bichos apareceram em 1982. De linhas sinuosas e seguindo modelos formais das cavernas pré-históricas, eles se transformavam, assimilando características indefinidas, uma mistura das minhas lembranças de infância, atrás dos cavalos e preás que pegava em arapuca, com as figuras de bichos mitológicos".4
“O fato de ter nascido em um quintal foi muito importante no meu caso e a infância lá, também. Por mais que seja triste ou solitária, ela é muito marcante, tudo o que acontece na vida tem relação com essa fase. Toda aquela precariedade em que eu vivi, de certa maneira, aparece na obra hoje. No inicio, fiz muitos trabalhos, desenhos, nos quais as figuras interagem. Aos poucos eu encontrei uma mitologia, um mundo de fantasias e que era alimentado também pelas enciclopédias, pelas histórias da minha avó, da minha família. Depois, eu tive que conhecer os lugares, viajando para o Rio de Janeiro, para São Paulo e tantos lugares. Sempre fui um curioso."5

“Eu viajei para a Ásia, conheci a cultura e a religião do Nepal, do Camboja e da Indonésia e não parei mais. Na Guatemala, em Antígua, por exemplo, realizei obras que falam da vivência nessa cidade, são obras formadas por diferentes brinquedos, que contam histórias.
Eu me interesso, estudo, pesquiso e me identifico com alguns locais que quero visitar. Tenho a sensação de que já estive nesses locais antes, sinto como que conexões.”6
“As viagens são formas de reivindicar territórios, consagrando ao artista um reservatório cada vez mais denso de experiências de mundo. Paisagens, templos, histórias de gente e de coisas vistas no caminho, tudo se acumula na espessura de um novo trabalho”.7 “Eu trabalho, moro, vivo, vou e volto diversas vezes. Sempre no meu aniversário estou viajando. Essas viagens me sincronizam na latitude e na longitude da vida. É uma vivencia única – as diferentes cidades, com suas comidas, cheiros, experiências. A vida é muito arrastada, o quotidiano estanca... Em oposição a isso, você pontua sua vida com vivencias na pele.”8
”O desafio de Luiz Hermano é a fundação de um mundo cujas vértebras são constantemente embaralhadas, baseado no estabelecimento contínuo e mutável de relações entre coisas diferentes umas das outras, um produto de quem, como ele, enxerga o mundo como um caleidoscópio de ritmos e imagens, e que nos ensina que toda variação desenvolve nossa capacidade de olhar e brincar."9
“Luiz Hermano é um artista que brinca, mas no sentido translato do termo. Brinca com a gravidade de um adulto que, diversamente de uma criança que submerge enlevada na lógica do jogo, é capaz de pensar suas regras, seus objetivos, para então alterá-lo. Hermano joga com brinquedos que ele mesmo inventa ou através de brinquedos dos quais se apropria para reinventar.” 0
Para Luiz Hermano, “uma peça dá o caminho para outra, ou para uma família, que também pode desencadear outra série. É uma fluência de ideias que se alimentam a partir do próprio fazer,” 11 e da reinvenção.
“E é assim desde há muito, a começar pelas pinturas, gravuras e desenhos realizados nos anos oitenta, protagonizados por cores fortes e linhas bem marcadas, feitas à mão livre, distantes, portanto, das realizadas por réguas e compassos. Por intermédio dessas linhas ele elaborava máquinas insólitas e engraçadas, engenhocas improváveis semelhantes a barcos bojudos, naves espaciais e submarinos, dotadas de janelas redondas e hélices que só faziam acentuar suas aparências destrambelhadas, sua funcionalidade precária, colocada a serviço antes do sonho do que da necessidade”.1
Os trabalhos de Luiz Hermano são espaços do encantamento, “imagens detalhadas de esferoides macios, urdidos por linhas de espessuras variáveis em cujos interiores advinham-se brinquedos de plástico coloridos, bonecos, soldados, rinocerontes, bicicletas, aranhas, escorpiões, exemplares dessa infinidade de miudezas que os camelôs e as lojas de R$ 1,99 oferecem às crianças em geral, em particular as desfavorecidas, facultando a elas o acesso ao mundo dos sonhos, um plano em que, graças ao trabalho da imaginação, todos os objetos, incluindo os confeccionados por um material tão comum quanto o plástico, têm um poder insuspeitado.
Desde cedo, o artista soube disso, desde quando criança, Hermano inventava brinquedos feitos com ossos de animais; entretinha-se, a si e os outros com um material que em princípio diria ser incompatível com joguetes, numa prova de que o desejo de fazer rolar a imaginação é o que move o mundo, ao mesmo tempo em que é justamente o brincar que faz com que momentaneamente esqueçamos a sua existência”.1
Não há material pobre ou desinteressante para Luiz Hermano. Tudo pode se tornar parte da cosmologia de sua obra.
“Bordado de Macho”. “Ao invés de enrolar, vincar, dobrar, torcer, cortar, alguns artistas brasileiros vêm costurando, bordando, ligando, colocando dobradiças entre a visualidade não-erudita brasileira e as grandes questões da arte internacional das últimas décadas. É este contexto que a produção de Luiz Hermano ocupa. E amplia”.1

Estas características observadas o coloca lado a lado de artistas como Arthur Bispo do Rosário, Leonilson, Marcos Veloso e Emmanuel Nassar, que trazem estas reminiscências culturais e artesanais, cada um a seu modo e formas diferentes, de suas infâncias vividas nos interiores do pais.

Estes componentes oníricos que aparecem em suas insólitas, engraçadas e estranhas engenhocas, fazem parte de um mundo encantado em que habita Luiz Hermano. É esta cosmologia de tudo que o cerca e que trás em sua memória vivida no interior do Ceará, que transborda em suas esculturas e instalações. “A bagagem fundamental para o meu itinerário de artista veio mesmo da minha vidinha interiorana”,1 explica o artista.
E são estas memórias a sua matéria artística mais preciosa, que pelas mãos do artista transformam-se em espaços escultórico cósmicos, melhor, em uma espécie de “poeira cósmica” que se espalha pelo universo infinito. É o que nos faz pensar quando observamos a série de relevos feitos de capacitores e arame. Cria constelações. A poeira cósmica de cores e formas infinitas.
Estes trabalhos levam nomes inspiradores como Semente, Gomos, Veios, Memória, Trombetas, Roda D’água, Sete Ondas...
Luiz Hermano brinca com os títulos, com as formas e com os materiais. Uma peculiaridade do seu humor colocado na obra.
Ele é um artista meditativo. Introspectivo. “Minha religião é meu trabalho, ele funciona como uma meditação, porque, enquanto trabalho, eu medito sobre o mundo e sobre o inenarrável. É uma espécie de mantra que me preenche”.1
Na contemplação e na meditação. Brincar é passear para o artista.
Fazer arte é uma forma de passear. É uma arte passear e deixar os pensamentos fluírem livres com os olhos passeando por tudo a nossa volta. “Para que eu seja um poeta, preciso de não ter o que fazer. Meu trabalho é o de fazer vadiagem com as palavras,”1 disse certa vez Manoel de Barros em uma entrevista quando foi perguntado como se dava a criação dos seus poemas.
A vadiagem, nas palavras do poeta, tem um sentindo de contemplação do mundo. E é nesta contemplação ou vadiagem que, como diz Manoel de Barros, é que a experimentação artística encontra o seu lugar possível. É onde se cria as grandes obras artísticas, é onde Luiz Hermano atua.
Vadiar com o pensamento, vadiar na reflexão, vadiar na criação, vadiar com as palavras, vadiar com a arte. É ali onde se dá as maiores transformações do ser humano.
“Faço arte para brincar, pular, ser tocada”, diz. “A vida inteira trabalhei em cima de brinquedos. Quando comecei a criar as obras que estão nesta exposição (Esculturas para Vestir, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1994), as pessoas iam ao meu ateliê e diziam que as esculturas pediam para ser tocadas, usadas. Daí veio a ideia das `esculturas para vestir’. As peças não são planejadas, foram criadas no calor de cada momento, mas a exposição teve uma montagem rigorosa. E há uma iluminação especial, criada por Francisco de Almeida. Quero tocar, estimular a imaginação das pessoas. Chega dessa história de arte morta. Quero arte viva, muito viva. Sei que a barra está pesada. E é por isso que a gente tem de contribuir para alterar esse estado de coisas.”1

Aventura Volumétrica. A primeira vez que me deparei com a obra de Luiz Hermano foi na XIX Bienal Internacional de Arte de São Paulo, em 1987. Apenas começava a minha viagem profissional pelo mundo da arte pelas “mãos” do acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade. Foi nessa ocasião que vi as pinturas de grandes dimensões
e lúdicas do artista, que mexiam com os sentidos dos visitantes e me despertava definitivamente para arte.
“Quero passar para o público o universo em sua expansão … outros mundos … uma viagem à galáxia com meteoros, balões, bichos alados e muito mais. Quero que os visitantes da Bienal se emocionem, que pensem e reflitam sobre a imensidão do universo e a insignificância do Homem perante o mundo. E, ainda, quero chamar a atenção de todas as pessoas que vivem esse cotidiano, para algo transcendental. “ 1

“A cor uma brincadeira arbitrária, jogo alternado de intuição ... equilíbrio, acontecimento, magia, arte”.20 “Tem alguns trabalhos que surgem completos”.21 “São desenhos do inconsciente, que têm como base o desenho”22, descreve o artista.

“Estudei filosofia porque não tinha curso de arte em Fortaleza”23 ... “Passei anos como gravador. Meu trabalho dos anos 80 foi a pintura e a escultura tem sido o dos anos 90”24, sintetiza. “No princípio, meus trabalhos eram super povoados, naquela ânsia de dizer tudo típica dos autodidatas. Com o tempo fui lapidando, organizando as ideias, adquirindo elegância e eliminando os excessos”25... “A arte deve procurar ser original simples, usando o mínimo”... “Me considero um cara de sorte, porque, mesmo tendo nascido na classe média, numa pequena cidade do interior do Ceará (Preaoca), tenho viajado para várias partes do mundo, o que me dá subsídio fundamental à criação”26.

“Meu trabalho tem coisas do Ceará, do Nordeste, do Brasil, da América Latina, do Universo. Não gosto do rótulo de regionalismo”.27

Apanhador de grãos

“Acho que as minhas obras têm referências de várias escolas de arte, mas eu não sei bem explicar se é transvanguardista ou outra que possa definir o meu trabalho”28 … “eram trabalhos essencialmente gestuais, sem nada a ver com a representação da realidade.” 29 Em outras palavras, uma aventura volumétrica.

“As esculturas são todas articuladas, lúdicas e pretendem quebrar com a rigidez das formas. Faço-as assim porque nasci numa rede”30, brinca...

“É uma reminiscência do início de minha carreira, como gravurista. Muitos escultores vêm da gravura. Já trabalhei com madeira, cipó, mas o cobre é nobre e quando envelhece, fica bem bonito”.31
Mais recentemente, eu e Luiz Hermano voltamos a nos encontrar e estreitar nossa amizade quando tive a oportunidade de morar com o artista nas suas estadias no Rio de Janeiro. Convívio por mais de oito meses e a melhor oportunidade para observar o processo criativo do artista.
O seu dia a dia. Todas as manhãs, no seu ritmo, dedicadas ao desenho. Logo pela manhã pega no pincel e desenha silenciosamente com a sobra do café que sobra pela manhã.
Em meio ao silêncio só interrompido pelos ruídos da rua quando um homem, no mesmo ritmo e horário, diariamente, passa gritando para os fregueses a chegada de suas “quentinhas” que alimentam os porteiros, os trabalhadores que estão na rua.
Também pode se observar o artista de um lado para outro no seu apartamento e, calmamente, emaranhar por horas suas esculturas. Trabalha no silêncio, na calmaria dos espaços onde inventa para viver. Espaços que trazem características muito próprias para sua obra. O silêncio. A luz. As Sombras. O brilho dos materiais.
Diria que são os espaços, os objetos, as esculturas e as instalações, os resultados dessa “meditação” diária. Uma maneira de contemplar o mundo. Do silêncio ao redor é de onde vem sua imaginação.

Imaginar é a faculdade que está na base de toda a sua obra. Sonhar com arte.

“Na produção de Hermano encontramos tanto aspectos da racionalidade e impessoalidade do concretismo paulista, concentrados em valorizar tintas e procedimentos industrias para eliminar traços da subjetividade do autor, como características do neoconcretismo carioca, que a partir da forma geométrica se lançou numa pesquisa profunda do ato experimental, orgânico e relacional na arte. “32 Mas também o apreço pela repetição minimalista de materiais e formas.

Repetição. A escultura feita de apanhador de grãos é uma escultura que desenha o espaço na repetição do mesmo objeto. Enfileiradas, esta “ferramenta” em forma de uma caneca ou concha, com a qual se apanha os grãos e as farinhas nos antigos armazéns de cereais, são alinhadas na mesma direção, criando “cordas” de alumínio de brilho acetinado, sedutor, que vão de uma ponta a outra dependuradas no espaço. O resultado é de uma beleza singular. É poético.

Poderia localizar o Apanhador de Grãos, na família dos trabalhos que guardam a mesma origem criativa. Reminiscências de sua memória vivida no interior do Ceará que são transformadas em formas plásticas que lidam com o afeto como a escultura Feijão, de 1995 e as instalações Campo amor, de 2003 e Encantados, de 2004.

Uma peça dá caminho para outra ou forma uma família de trabalhos, que também pode desencadear outra série de esculturas.

É de se observar como o artista transita de um material ou objeto para outro, em uma fluência de ideias que se alimentam a partir do próprio fazer”.33 Do fazer artístico que nasce antes das próprias mãos de Luiz Hermano.

1Estrigas. América Latina lata de sardinha. Publicado no folder da exposição no Náutico Atlético Cearense, Fortaleza, CE – 1977
2 Fioravante, Celso. Luiz Hermano volta com a beleza simples do quadrado. Publicada no jornal Folha de São Paulo; em 08/05/1997; por ocasião da exposição na Galeria Valu Oria, São Paulo – 1997.
3 Fioravante, Celso. Luiz Hermano volta com a beleza simples do quadrado. Publicada no jornal Folha de São Paulo; em 08/05/1997; por ocasião da exposição na Galeria Valu Oria, São Paulo – 1997.
4 Gonçalves Filho, Antônio. Demônios de Luiz Hermano invadem o Paço das Artes. Publicado no jornal Folha de São Paulo em 09/05/1984, por ocasião da exposição no Paço das Artes, São Paulo – 1984
5 Ibdem.
6 Ibidem.
7 Canton, Katia. O colecionador de histórias. Publicado no livro do artista, edição Pinacoteca do Estado de São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, 2008.
8 Canton, Katia. Entrevista com Luiz Hermano. Publicada no livro Espaço e lugar, editora Martins Fontes, São Paulo, 2009.
9 Farias, Agnaldo. Ludens. Publicado no catálogo da exposição na Galeria Nara Roesler, São Paulo. Versão para o inglês: Ludens – 2003.
10 Ibdem.
11 Canton, Katia. Entrevista com Luiz Hermano. Publicada no livro Espaço e Lugar, editora Martins Fontes, São Paulo – 2009
12 Ibdem.
13 Farias, Agnaldo. Jogando com os limites. (excerto do texto). Publicado no catálogo da exposição na Amparo Sessenta Galeria de Arte – 2009.
14 Chiarelli, Tadeu. Arte Internacional Brasileira. Lemos Editorial. São Paulo, 1999.
15 Moraes, Angélica de. Um resgate bem-humorado da infância. Publicado no Jornal da Tarde, em 17/09/1992, por ocasião da exposição na Galeria Montensanti-Roesler – 1992.
16 Uchôa Fagundes Jr., Carlos. Arte como religião. Publicado na revista Select. Editora Brasil, São Paulo, 2013
17 Manoel de Barros, em entrevista para o Jornal O Globo, Segundo Caderno, Terça-feira, 13 de Abril de 2010.
18 Guzik, Alberto. Um guarda-roupa de arte. Publicado no Jornal da Tarde, em 01/09/1994; por ocasião da exposição, no Museu de Arte Moderna de São Paulo – 1994.
19 Revista Galeria, São Paulo – 1987.
20 Fonteles, Bené. Figuras nu pedaço. Publicado no folder da exposição na Galeria de Arte Credimus, Fortaleza, CE, 1978.
21 Ibdem.
22 Matos, Adriana Doria. Artista cria esculturas flexíveis e móveis, feitas com linhas elegantes. Publicado no Diário de Pernambuco, 06/04/199, por ocasião da exposição, na Ária Galeria de Arte, Recife, 1999.
23 Ibdem.
24 Ibdem.
25 Ibdem.
26 Ibdem.
27 Gurgel, Abílio. Forjadas em puro talento. Publicado no Diário do Nordeste, em 26/12/1998, por ocasião da exposição no Centro Cultural do Abolição, Fortaleza, CE – 1998 .
28 Ibdem.
29 Ibdem.
30 Ibdem.
31 Fioravante, Celso. Luiz Hermano volta com a beleza simples do quadrado. Publicada no jornal Folha de São Paulo; em 08/05/1997; por ocasião da exposição na Galeria Valu Oria, São Paulo – 1997.
32 Daniela Labra. Rede Concreta/Trama Orgânica. Publicado por ocasião da exposição na Galeria Arte em Dobro, Rio de Janeiro – versão para o inglês: Concrete Web/ Organic Mesh – 2010